O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vai iniciar um
cruzamento de dados entre os repasses realizados pela União a fim de combater a
pandemia e o gasto desses recursos para o efetivo enfrentamento da doença pelas
prefeituras catarinenses. O objetivo é apurar se algum prefeito ou outro gestor
municipal desviou o dinheiro para outras funções.
Segundo o procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva
Comin, a intenção é começar o trabalho nos próximos dias e agregar outros
órgãos, como Tribunal de Contas do Estado (TCE). O TCE informou que, por
enquanto, não tramita ação neste sentido no órgão.
"Nós vamos criar um programa do nosso Centro de Apoio
Operacional da Moralidade Administrativa (CMA) no intuito de fazer uma
varredura, uma espécie de uma auditoria, em todos os repasses que foram feitos
pela União aos municípios", disse Comin. Segundo ele, a ideia surgiu após
diversas notícias de desvios de finalidade dos recursos, que estariam sendo
empregados para pagar a folha de pagamentos, pavimentação de ruas e contratação
de publicidade.
Comin chamou o processo de "fiscalização rigorosa"
e que acontece "diante de inúmeras notícias de malversação e desvio de
finalidade por alguns gestores". O trabalho iniciará analisando os
repasses de acordo com o volume de recursos destinados às prefeituras.
Segundo o governo federal, Santa Catarina recebeu - somando o Estado e os municípios - R$ 12,2 bilhões em 2020 em recursos extras, além do que foi enviado para o combate à pandemia. O montante soma repasses obrigatórios e recursos do chamado orçamento de guerra que objetivava cobrir o rombo de arrecadação destes entes.
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